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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quando morre um poeta Nordestino.


****
Quando um vate de nome e de cartaz
dá adeus a seus fãs e deixa a terra,
uma neve de dor envolve a serra
e os poetas que ficam perdem a paz,
a viola, sequer, se afina mais
e a poesia recita o seu refrão
como quem presta a última informação
pondo a culpa na ordem do destino
Quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.
**
A canção erudita se entristece
e o luar de repente perde a cor,
quando a morte carrega um cantador
a cultura por si se desconhece,
a platéia chorosa permanece
enfrentado o calor da emoção
se pudesse se opor dizia não
mas conhece a grandeza do Divino
Quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.
**
Uma voz no espaço triste diz
foi embora um poeta renomado,
todo pé de parede tem gravado
um poema da lavra de Diniz,
só o tempo restaura a cicatriz
que este fato gerou na multidão,
é possível encontrar em cada oitão
o sabor do seu verso cristalino
Quando morre um poeta nordestino
nasce um pé de saudade no sertão.

***
Autor: Pedro Ernesto Filho glosando o mote:
Postado por:
//Anizio,Ds. em 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Faça Alguém Feliz!!!

Faça Alguém Feliz!!!

***

Dê um beijo,
Um abraço,
Um passo em sua direção.
Aproxime-se, cem cerimônia.
Dê um pouco de calor do seu sentimento.
Assente-se bem perto e deixe-se ficar,
Algum tempo, ou muito tempo,
Não conte o tempo de se dar.
Sonhe o sonho, sem duvidar.
Deixe o sorriso acontecer.
Liberte um imenso sorriso.
Olhe nos olhos, aponte um defeito com jeito.
Respeite uma lágrima.
Ouça uma história, ou muitas, com atenção.
Escreva uma carta, e mande-a.
Ajude a resolver um problema.
Pergunte por que, como vai, como tem passado,
Que tem feito de bom, que há de novo.
E preste atenção.
Sugira um bom passeio, um bom livro,
Um bom filme, mesmo um programa de televisão.
Diga de vez em quando, desculpe.
Muito obrigado.
Não tem importância, que se há de fazer, dá-se um jeito.
Tente, de alguma maneira...
E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ.

***

//Anizio.D.s.

sábado, 21 de setembro de 2013

Pedaços


Pedaços
***
Quando menos esperamos...
a vida nos demonstra o quão pequenos somos...
Diante de todo o seu poder.

Sem que possamos ter a chance
Ao menos de implorar,
Ela nos tira pedaços,
Pedaços tão grandes...
Que a vida vai se tornando vazia
e sem sentido.

O que nos dá a força de continuar...
São os pedaços que ficam...
E que são tão importantes
Quanto os que partiram.

Mas somos humanos...
E por mais força que façamos...
É grande a dor dentro do coração...
Tão grande... que algumas vezes...
Parece que não conseguiremos suportar.

Tudo isso me leva a crer...
Que se mais alguns pedaços
Forem-me tirados...
Não serei mais nada.

Nós não somos nada mais
Que pedaços de muito amor...
Amor esse que não acaba nunca.

E assim... a lei da vida segue,
Arrancando-nos pedaços...
Até o dia em que tudo acaba
E você nada mais será do que...
  Um pedaço de alguém.
***


Postado por: //Anizio.Ds.
Autora: Vanessa J.Torres de Mello




“A dor do Abandono”


 “A dor do Abandono”
(Como é triste ser abandonado)

Manhã de sol quente,
Céu azul nas alturas!
Humilde corpo sem vida... 
É levada a sepultura... 
Quem foi àquele vivente?
Muitos poucos ali presentes!
Quem foi esta criatura?

No local onde dormia!
Numa gaveta ao seu lado... 
Deixou as anotações... 
Por ela, ali rascunhado!
Anotações do amor... 
Pelos que lhe abandonou!
Tudo deixou anotado...!

Ao ser tirado do quarto!
O corpo se encontrava, 
Em um asilo singelo... 
Onde esta mulher estava, 
Passando parte da vida... 
Pela família esquecida!
Ali onde ela habitava. 

Seguindo aquele féretro... 
Ninguém ali pra chorar!
Pra sentir a falta dela!
Uma lágrima derramar, 
Só as pessoas estranhas... 
Humildemente acompanha, 
Levando-a ao seu ultimo lar. 

Sofrimento bem maior!
Nas palavras extravasarão... 
Parte deste sentimento!
Grafado, anos a perturbarão; 
-lembro de minhas crianças... 
Que foi minha esperança!
Abandonaram-me, onde estão?...!

Esta é a dor maior!
Ninguém vem me visitar?
Meus filhos onde andarão?
Que não vem dizer olá!
Se soubessem da tristeza... 
Não me deixavam aqui presa, 
Sem mesmo poder andar!

Aqui não posso sair!
Somente mãos generosas, 
Levam-me para tomar sol, 
São moças muito bondosas!
Que com suas mãos me pegam, 
E para o jardim me levam... 
Moças que são carinhosas. 

E com o passar do tempo!
Meu filho não aparece, 
Pra entrar por esta porta!
E me abraçarem pudesse, 
Beijando-me com carinho... 
Num abraço apertadinho, 
Tudo que uma mãe merece!...

Hoje perco a esperança!
E começo acreditar... 
Que eles me esqueceram, 
Não mais vem me visitar, 
Fico c/ nó na garganta!
Essa dor que se agiganta, 
Com lágrimas a derramar. 

Um dia alguém me disse... 
O túmulo não é o fim!
Esse alguém voltou e disse-me... 
Jesus vive em um jardim!
Já baixou a sepultura!
Mas hoje está nas alturas... 
Tenho fé que seja assim. 

Aqui descrevi um fato... 
De quem é abandonado!
Internado pelos filhos!
Num asilo desprezado... 
Morre de dor e aflição, 
Na mais triste solidão, 
Fez tanto e não é lembrado...!


//Anízio, 29/08/2006.
//Recanto
az-anizio@hotmail.com
Campina Grande-pb

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Testemunha da minha solidão.



Testemunha da minha solidão.

***
Mergulhei nos abismos infernais
Como sendo um despreso num asilo
Na procura de achar algum auxílio
Eu sofri nos subúrbios marginais
Vi o ocaso nas horas matinais
Entre as horas tristes na escuridão
Que me abraçava mas sendo fixção
Pra sugar do meu corpo um gemido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha da minha solidão.
***
Troquei beijos com bocas amargosas
Sob as luzes de um velho candeeiro
E senti de alguns corpos podre cheiro
Entre as névoas de noites vaporosas.
Hoje as marcas feridas volumosas
São sinais dos momentos de ilusão
Transformado meu peito em um vulcão
E deixando o meu ser enlouquecido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha da minha solidão.
***
Sinto ainda o calor dessas mãos sujas
Apalpando o meu corpo pecador
Ao invés de prazer sentia dor
E no meu peito a voz dizendo fujas.
Entre as brechas ouvindo as corujas
Agourando por tanta maldição
Eu gritava pra Deus por compaixão
Leve logo este ser que é tão sofrido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha da minha solidão.
***

//Anizio.Ds. em 13/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sofra e ame do tanto que amei


***
Ela retribuiu com seu desprezo

o amor que não dei a mais ninguém 

O punhal afiado do desdém 

desferiu no meu peito indefeso 

Vou levando nos ombros todo peso

da saudade que nunca suportei

O meu drama pungente transformei 

no lamento dos versos que eu canto

Quem quiser ter saudade do meu tanto 

sofra e ame do tanto que eu amei .

***

Autor: Carlos Alê
Postado por: Anizio.Ds.

A UM AUSENTE


A UM AUSENTE
                  ****                        
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
*
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
    sem prazo, sem consulta, sem provocação
   até o limite das folhas caídas  na hora de cair.
*
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,
enlouquecendo  nossas horas.
*
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
*
Tenho razão de sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mão, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
*
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da ternura e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
por que o fizeste, porque te foste.

****
                                                                          
     Autor: Carlos Drummond de Andrade

      Postado Por: //Anizio.Ds.

Pedaços


Pedaços

*** 
Quando menos esperamos...
a vida nos demonstra o quão pequenos somos...
diante de todo o seu poder.
 *
Sem que possamos ter a chance
ao menos de implorar,
ela nos tira pedaços,
pedaços tão grandes...
que a vida vai se tornando vazia
e sem sentido.
 *
O que nos dá a força de continuar...
são os pedaços que ficam...
e que são tão importantes
quanto os que partiram.
 *
Mas somos humanos...
e por mais força que façamos...
é grande a dor dentro do coração...
Tão grande... que algumas vezes...
parece que não conseguiremos suportar.
 *
Tudo isso me leva a crer...
que se mais alguns pedaços
me forem tirados...
não serei mais nada.
Nós não somos nada mais
que pedaços de muito amor...
amor esse que não acaba nunca.
E assim... a lei da vida segue,
nos arrancando pedaços...
até o dia em que tudo acaba
e você nada mais será do que...
  um pedaço de alguém.

****

Autora:Vanessa J Torres de Mello
Postado Por: //Anizio.Ds. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Taça da Saudade


 Taça da Saudade

***
O tempo passou deixando

Do amor, os fragmentos

De momentos que lamento

Só nas lembranças gravado

Resquício de um passado

De tão grande afinidade

Mas sinto essa ansiedade

Que deixa no peito a dor

Embriagado de amor

Bebo a taça da saudade.

****



//Anizio.Ds. em 10/09/2013

sábado, 7 de setembro de 2013

O Ontem


O ontem eu estava novo
Hoje estou envelhecido
O ontem eu era desejo
Hoje eu estou esquecido
Do ontem eu fico lembrando
Hoje estou desiludido

O ontem é tempo perdido
O hoje é recordação
O ontem foi sofrimento
O hoje eu tenho paixão
O ontem eu cometi erros
O hoje eu peço perdão

O ontem foi emoção
O hoje é realidade
O ontem eu vi bons exemplos
O hoje eu vejo maldade
O ontem eu vi os meus pais
Com trinta e poucos de idade

O ontem eu vi igualdade
O hoje é libertinagem
O ontem eu vi o respeito
Hoje eu vejo sacanagem
O ontem eu tinha horizontes
Hoje eu só vejo miragem

O ontem eu vi a paisagem
Hoje vejo desmatamento
O ontem se tinha amor
Hoje eu vejo juramento
O ontem tinhas as famílias
Hoje não tem mais casamento

O ontem existiu tormento
O hoje é desassossego
O ontem o homem vivia
Sem precisar de emprego
O ontem o homem queria
Da família ter apego

O ontem é como o morcego
Voando na escuridão
O hoje é a luz acesa
O ontem não tem visão
O hoje é uma estrela
O ontem é o apagão

 O ontem é constatação
O hoje é a incerteza
O ontem é dia sem brilho
O hoje é a luz acesa
O ontem é como os fenômenos
Tirados da natureza

O ontem não tem beleza
O hoje é a roupa nova
O ontem é peixe perdido
Na força da água nova
O ontem é questão da vida
Que o hoje é quem tira prova

O ontem é quem dá a solva
O hoje é quem se lamenta
O ontem é a mocidade
O hoje é mais de cinqüenta
O ontem é rio que desagua
Hoje é quem trás a tormenta 

AUTOR: DAVI CALISTO NETO
Postado por: //Anizio.Ds.