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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Justiça no Brasil


***

No Brasil pra tudo tem um jeito
Se errar com dinheiro é inocente
Tando preso é solto de repente
Mesmo errado passa a ser direito
Não sabemos se isso é perfeito
Pobre e preto é quem preso vai ficar
No xadrez sua pena vai pagar
Pra seu erro ninguém lhe dar perdão
Toda vez que um juiz prende um ladrão
Chega outro juiz manda soltar.
**
Toda vez que um soldado de polícia
Leva preso um filhinho-de-papai,
Meia hora depois ele já sai
Com propina na hora mais propícia…
Toda vez que um jornal dá a notícia
Dos trambiques de algum parlamentar,
Noutro dia precisa apresentar
Desmentidos de toda a redação…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!
**
Quando algum promotor tem a coragem
De enfiar sua mão nesse vespeiro,
Chega um fax e manda bem ligeiro
Que ela mexa com outro personagem…
Se o congresso descobre sacanagem
E promete depressa investigar,
Muita gente começa a encomendar
Uma pizza gigante pro salão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!
**
Mesmo quando um ladrão endinheirado
Por acaso pernoita na cadeia
Ele tem boa cama e boa ceia
Numa cela com ar refrigerado.
Sendo o caso de ser um magistrado,
Tem direito a tv e frigobar;
Tem cozinha francesa no jantar
E cobertas de seda no colchão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!
***
Outro caso na história brasileira
É o juiz conhecido por Lalau
Que roubou cem milhões dum tribunal
E escondeu do outro lado da fronteira.
O juiz vai em cana terça-feira
E na sexta já mandam libertar;
Não tem homem que faça ele passar
Sete dias seguidos na prisão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!
***
No Brasil tem indústria madeireira
Derrubando floresta em todo estado,
E às vezes vem um advogado
Traz a lei e interrompe essa sujeira.
Mas aí um ricaço abre a carteira
Compra a peso de ouro a liminar,
E na mata se volta a escutar
Motosserra, machado e caminhão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

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Autor:Bráulio Tavares glosando
Postado por: //Anizio.Ds

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Não Vale rasgar retrato



Não Vale rasgar retrato

 ***

Rasguei juras, contratos de aliança.
Quebrei quadros com fotos de nós dois
Esqueci-me do teu cheiro, mas depois,
Esqueci-me de esquecer tua lembrança.
Qual ladrão tira doce de criança
O destino tirou-me o meu presente
E hoje em dia o meu peito indiferente
Paga a conta por tanto ser ingrato
De que vale rasgar o teu retrato
“Se você tá inteira em minha mente”.

De que vale um anel em minha mão
Sem teu beijo aquecendo os lábios meus
De que vale as promessas para Deus
Se no fim só restou separação
Universos completos de paixão
Desenhamos durante o amor ardente
Hoje eu vejo um espelho em minha frente
Desenhando o meu eu noutro formato
De que vale rasgar o teu retrato
“Se você tá inteira em minha mente”

Já não posso dizer se fui feliz
Que a angústia tomou-me por completo
No amor hoje eu sou analfabeto
E no peito me resta a cicatriz
Na cachaça procuro diretriz
Só pra ver se te encontro pela frente
Cada gole que tomo de aguardente
É pra ver se o amor deixou extrato
De que vale rasgar o seu retrato
“Se você tá inteira em minha mente”

Hoje em mim de você tudo é lembrança
Só saudade morando no meu peito
Procurei outro meio não tem jeito
Só me resta um pouco de esperança
Só em Deus é que tenho confiança
De um amor que pra mim foi importante
Eu espero você a todo instante
Você foi me deixou fiquei exausto
De que vale rasgar o teu retrato
Se você tá inteira em minha mente.

 ***

Publicado por: //Anizio.Ds
Autor: Renato Santos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"O ENTERRO DE MINHA MOCIDADE".


"O ENTERRO DE MINHA MOCIDADE".
 ***
Eu perdi apostando bons momentos

Numa mesa de um jogo de azar

Nem deu tempo pra dor aliviar

A lembrança magoa os ferimentos

Na corrida dos próprios sentimentos

Disputavam o sorriso com a saudade

Numa luta sem pé de igualdade

Mas a dor da saudade está ganhando

A velhice chorou acompanhando

O enterro de minha mocidade.

 ***

Eu já fui um galã, e fiz tv

E as damas mais lindas me amaram

As que eu não as amei, me cobiçaram

Só que tudo acabou sem um por que

Meu retrato que tem no rg

Nem parece comigo na verdade

Eu de tanto me olhar na identidade

A imagem da foto tá manchando

A velhice chorou acompanhando

O enterro de minha mocidade. 

***

Autor: (DUDU MORAIS)
postado por: //Anizio.Ds  em 23/10/2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


 
Eu vivi um amor bastante forte
Passageiro mas foi tão intensivo
Que deixou me no mundo indeciso
Porque ele tomou um outro norte
Eu não sei se foi falta de sorte
Eu só sei que fiquei na ansiedade
Muito embora sofri tanta maldade
Hoje ela pra mim é indiferente
Tenha amor, queira bem e viva ausente,
Pra saber quanto dói uma saudade.

***

//Anizio.Ds

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sonhos Perdidos


Sonhos Perdidos
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Pra que se ter formatura
Estudar para vencer
Se hoje o que a gente ver
É um mundo de amargura
A violência à tortura
E o os jovens pervertidos
Os fanqueiros aplaudidos
Por platéia viciada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Jovens morrendo de graça
Pelo craque viciados
Os conceitos desviados
Com preconceito de raça
Dependentes da fumaça
Baseados consumidos
Policiais envolvidos
A família derrotada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Juventude sem ter rumo
Desvairada e iludida
Vítimas de balas perdida
Dependentes do consumo
Entre o álcool e o fumo
Eles estão envolvidos
De caracteres desprovidos
Ver-se muito na balada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Muita inversão de valores
Com adeptos da violência
Com o sexo em evidência
Em todos os projetores
Desprezo aos conservadores
Pelos os atos cometidos
Conselhos não são ouvidos
Vergonha banalizada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Pra que se ter bom emprego
E guardar muito dinheiro
Porque tem o maloqueiro
Pra nos tirar o sossego
Da vida não tem apego
Seus pais são prostituídos
Seus lares são destruídos
Nem se que tem uma morada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Sonhei muito com o futuro
Hoje o presente me basta
A corrupção devasta
O meu sonho prematuro
Sinto que não estou seguro
Os sistemas corrompidos
Os comandos divididos
E a Pátria sem ser amada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Sei que a tecnologia
Trouxe-nos grandes avanços
Mordomias e descansos
Pra viver no dia a dia
Através da energia
Projetos evoluídos
Mas aumentou os bandidos
Assaltando a mão armada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

A medicina tem feito
Até ressuscitação
Transplante do coração
Que bate dentro do peito
Mas acabou-se o respeito
E o amor aos desvalidos
Valores são invertidos
Honras trocadas por nada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Um mundo de ilusões
Onde a vaidade impera
Estamos vivendo uma era
De grandes transformações
Assistindo as mutações
Dos seres evoluídos
O domínio dos bandidos
Diante da lei forjada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos

Ficam aqui os meus protestos
De quem quer matar a sede
E poder deitar na rede 
Dos mais simples e modestos
Nós somos parte dos restos
Que permanecem excluídos
 Somos desfavorecidos
De uma elite organizada
Pra que uma rede armada
Com tantos sonhos perdidos 

****

AUTOR: DAVI CALISTO NETO.
Postado por: //Anizio.Ds em 23/04/2014

Sepulclo da Saudade


Sepulcro da Saudade
****

Ao entrar certa vez no cemitério
Sobre mim recaiu a solidão 
Entre os túmulos deixei que a emoção
Dominasse em mim esse mistério 
Num silêncio esquisito e funério
Eu tentei recordar o rosto seu
Ao lembrar o que tudo aconteceu
No meu peito eu senti ansiedade
Fui chorar no sepulcro da saudade 
Pela última esperança que morreu

A saudade pra mim não é mistéro 
Quem amou sabe bem isto entender
Pois a vida não é feita de lazer
Pois o tempo tem todo esse critério
O viver nesta vida é caso sério
Sabe bem quem gosou ou já sofreu
Se foi moço ou se já envelheceu
Ou se vive em plena mocidade
Fui chorar no sepuclo da saudade
Pela ultima esperança que morreu.

Não devemos sofrer antecipados 
Pois a vida nos trás uma esperança 
Que lutando na vida agente alcança 
De degrau, em degrau, os resultados. 
Quando jovens nós somos interrogados 
Por alguém que na vida já viveu
As mazelas que ele já sofreu
É quem faz o lembrar da mocidade
Fui chorar no sepulcro da saudade 
Pela última esperança que morreu 

Nesse mundo onde impera a violência 
Onde o fraco é tratado como bicho
Cada rico cultiva o seu capricho 
E do próximo jamais sente clemência 
Ao viver no glamour e na decência 
Esquece-se do homem que é plebeu
A história que ele reviveu
Para ele só resta à vaidade
Fui chorar no sepulcro da saudade 
Pela última esperança que morreu 

Numa lápide gelada eu me sentei
E pensando eu voei pra o infinito 
Os meus olhos a ler em cada escrito 
Muitas lágrimas ali eu derramei 
Um passado de glória que eu sonhei
De um alguém que ali apodreceu
Nessa cena só estava ela e eu 
E só eu é quem tinha liberdade
Fui chorar no sepulcro da saudade 
Pela última esperança que morreu 

Muitos restos de ossos apodrecidos
Que a terra já tinha decomposto 
Muitas fotos mostrando em cada rosto 
Os semblantes que foram esquecidos 
Os que ali se encontravam adormecidos 
Por alguém que com os anos o esqueceu
Só a data que ele faleceu
Sem gozar o vigor da mocidade 
Fui chorar no sepulcro da saudade 
Pela última esperança que morreu
 ****
Autor: Davi Calisto Neto.
Postado por: //Anizio.Ds em 23/04/2014


domingo, 23 de março de 2014

Ser Amigo da raiva


Ser Amigo da raiva

Guardar o rancor e demonstrar a raiva e contrariedade a todo momento, traz sempre um gosto amargo na boca que vai contaminar tudo na sua vida. É como comer uma comida ruim por toda a vida. Ou ainda,  viver uma vida sem sabor.
Trabalhe a sua raiva.
Aprenda a controlar os seus ímpetos.
Evite o bateu levou. Não se preocupe em dar sempre o troco, ou pagar com a mesma moeda. Esse comportamento traz prejuízos para sí próprio.
A raiva é um veneno que preparamos para os outros mas que escolhemos ministrar a nós mesmos.
Toda vez que pensamos – “ela vai ver só”-  lembre-se que você está preparando uma arma para ferir a si próprio.
Se liberte do sofrimento auto-imposto, do pensamento negativo, da carga inútil.
Caia em sí toda a vez que perceber a raiva chegar.
Pratique a meditação como forma de apaziguar o espírito. Traga a luz do sol que certamente brilha por detrás das nuvens.

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Autor: Rubens (beco)
Publicado por: //Anizio.Ds. em 23/03/2014